The Legend of Zelda: A Link to the Past

Game // The Legend of Zelda: A Link to the Past

Semana passada recebi o convite do meu amigo Rubens Cavalheiro para escrever algo do meu interesse sobre vídeo game. Ele sabe que sou um gamer da antiga e que comecei no Atari e sou vidrado nos games de RPG. Fiquei muito feliz com o convite e respondi que iria falar sobre meu primeiro contato com games de RPG para o SNES, logo me veio a lembrança do The Legend of Zelda: A Link to the Past.

Ao lembrar deste game pensei que muitos gamers de hoje tiveram contato com este jogo somente através de emuladores e não sabem como era a vida de um gamer de 9 anos em 1992.

Nesta época existia dois tipos de gamer, o que tinha o vídeo game em casa e o que ia jogar por hora na locadora. Eu fazia parte do segundo grupo que não tinham o SNES para jogar os últimos lançamentos mas era um feliz proprietário de um NES.

A comunidade de jogadores do meu bairro era apaixonada por gamers de RPG. Todos conheciam Final Fantasy, Zelda e StarTropics que eram os quentes da época.

Para jogar SNES o jeito era economizar a grana da lanche da escola. A fonte para estar dentro das novidades do mundo dos games eram as revistas especializadas. Eu guardava um pouco do dinheiro para comprar uma edição da Ação Games todo mês. Foi nesta revista que li sobre o lançamento do The Legend of Zelda: A Link to the Past para o SNES em 1991 no Japão e que tinha um cartucho dourado.

Cartucho Dourado Zelda

eu não vi o cartucho dourado até hoje

Na época até existia boatos que o Zelda III iria sair para o NES mas isso não ocorreu.

Eu fui jogar o Zelda III apenas em Dezembro de 1992 na versão Americana e que não tinha cartucho dourado :(

Na locadora em que jogava tinha apenas 2 copias, uma ficava na locadora para o pessoal que jogava por hora e outra disponível para locação. O dono da locadora tinha um bom coração e respeitava seus clientes que jogavam por hora e segurava os lançamentos para os dois públicos.

Ao ver os gráficos do jogo fiquei encantado, mas o que me deixou mais fascinado foram os efeitos sonoros e as musicas que tocaram meu coração. Tive que esperar 4 horas para poder jogar quando o cartucho chegou na locadora mas fiquei bem acompanhado na roda dos gamers nerds vendo outro jogador controlar nosso nobre guerreiro e amigo Link acabar com os inimigos com sua nova espada brilhante e versátil.

Nesta época tinha o bom e velho companheiro dicionário de bolso com as paginas no centro todas amareladas de tanto folhar e que me ajudavam a entender o que acontecia no mundo dos games.

Quando chegou minha vez de jogar quase chorei ao iniciar o game porque tinha um som de chuva que para mim era perfeito nunca tinha escutado um som de chuva tão real.

Depois de ler o que estava acontecendo com a princesa Zelda e saber que o mago Agahnim deixou ela presa no calabouço após dominar o castelo e que quer tirar o selo colocado pelos 7 sábios vejo um homem com um escudo e uma espada dizendo para eu não sair da casa. Logo este homem dá no pé e deixa me deixa sozinho então o jogo começa.

Controlando o guerreiro de roupa verde achei fantástica sua movimentação e interação com os objetos da casa. Achei fantástico poder agarrar na parede e fazer força para tentar puxar ela. A animação do suor do Link era muito engraçada.

Foi impressionante a animação do personagem ao agarrar os potes do chão lançar contra a parede. Depois lembro que peguei uma lâmpada no baú mas que não funcionava depois que fui descobrir que tinha que carregar a barra de magia para usar ela.

Saindo da casa o som da chuva ficou mais forte e dava para escutar sons de trovões e o cenário dava para ver os clarões de luz. O fantástico era ver que os clarões de luz dos trovões vinham antes do som deles estourando. Andando pelo cenário chuvoso só tinha um lugar para ir já que os guardas estavam trancando todos os caminhos.

Intro do Jogo

Quando descobri o botão que abria o mapa do game achei fantástico fiquei brincando com ele por um bom tempo. Achei muito legal o lance de poder aproximar do mapa para ter mais detalhes e poder ver ele por completo.

Mapa - Zelda: A Link to the Past

Mapa de Zelda: A Link to the Past

Ao achar a entrega secreta para o calabouço tocou a clássica musica de descoberta do Zelda. Dentro do calabouço encontrei o homem que saiu da casa com a espada e escudo. Após levar uma bronca por ter saído da casa ele me entrega a espada e diz que posso usar um golpe especial com a espada porem não entendi como fazia isso.

Para minha surpresa o som de quando se pega um item novo também foi mantido do Zelda clássico.

Agora com espada e escudo na mão a aventura toma um outro rumo. Descobri que era possível cutucar a parede com a espada perdi um bom tempo brincando com isso. E quando aprendi que ao segurar o botão de atacar a espada brilhava e o Link dava um giro de 360 graus com a espada achei alucinante.

Lembro que matava os inimigos cutucando eles com a espada carregada, era muito divertido fazer isso.

Os puzzles do jogo eram ótimos também gastei muito tempo com eles. Arrastar objetos de um lado para outro para abrir novas áreas era muito divertido assim como usar a lâmpada para acender tochas para abrir passagens secretas.

Cada Boss no jogo tinha uma estratégia para derrotar e era tudo muito bem bolado.

Lembro que no Boss final do jogo o chão ia se desmanchando nas laterais e que qualquer bobeada você caia no buraco e já era.

Como já deu para lembrar do game eu vou terminando por aqui senão iria ficar horas e horas escrevendo sobre todos os detalhes, mas nada impede que vocês postarem detalhes que eu comentei e que contem suas impressões ao ver este game pela primeira vez.

Tri-force