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Serious Business // Gráficos importam?

Desde que os jogos começaram a ter gráficos vetoriais (que não eram nem de longe tão bonitos quanto os bitmap, mas eram extremamente mais leves) que existe a discussão sobre o quanto de um jogo depende de gráficos.

Essa discussão tomou ainda mais força quando a tecnologia 3D se popularizou nos consoles. Nessa época, os gráficos 2D tinham chegado ao seu auge. Jogos lindos artisticamente como Chrono Trigger e Alien Soldier começaram a concorrer com os cubos mal-feitos do PSX, como em Final Fantasy VII.

Gráficos de Asteroids
Mas, se os jogos 2D eram tão mais bonitos artisticamente, porque não venceram essa “batalha”? Simples: produzir um jogo 2D é extremamente mais difícil do que fazer um jogo em 3D. A indústria preferiu gastar tempo e dinheiro em algo que trazia um novo aspecto de jogabilidade (a terceira dimensão) em detrimento da beleza artística (que era cara e demorada).

Na geração atual passamos por uma fase semelhante, mas com uma diferença brutal: não existem mais jogos feios. Mesmo Half-Life 2, que foi lançado em 2004, não é feio.
Half-life 2
Produzir jogos cada vez mais realistas e graficamente sofisticados tem se tornado muito caro. Principalmente com a exigência do mercado de que os jogos durem mais tempo. Mas, de fato, são os gráficos que vendem os jogos? A qualidade de um jogo pode ser medida pelo realismo que seus gráficos representam?

Acredito que o realismo gráfico é uma busca ultrapassada. Algo herdado da primeira geração de jogos 3D. Acredito que a busca atual seja representar o que é necessário para fazer um jogo divertido. Vide Portal 2, que nem de longe é um dos jogos mais bonitos graficamente dessa geração, mas teve gráficos suficientemente bons para nos deixar imersos naquele mundo e nos divertir por horas a fio.

infinity Blade

Pessoalmente acho que aspectos como jogabilidade e interação do jogador com o game são extremamente mais importantes do que beleza gráfica. Um bom exemplo é Infinity Blade, para iOS, que apesar de belíssimo, não chegou nem perto do sucesso que jogos muito mais simples como Angry Birds ou Cut the Rope fizeram.

Enfim, gráficos, para mim, são só a cereja do bolo.