Metal Gear Solid - The Box

Serious Business // Game Design com personalidade

A indústria de videogames está em um dos momentos mais brilhantes de sua história. Nunca houve tantos jogos bons saindo ao mesmo tempo, para tantas plataformas diferentes. Por sinal, nunca houve tanto espaço para plataformas diferentes. Game design com personalidade.
Call of Duty: Modern Warfare 3
Porém, um dos aspectos negativos desse crescimento é a perda da personalidade em alguns gêneros, principalmente quando estamos falando do mainstream dos games. Acredito que isso esteja ligado à maneira como os jogos estão sendo produzidos atualmente e ao declínio da indústria japonesa.

O maior exemplo dessa perda de personalidade são os FPS. Depois do primeiro Modern Warfare, as mecânicas de Call of Duty tornaram-se o padrão do gênero. Poucos estúdios buscam fugir do padrão e os que o fazem, acabam por fracassar comercialmente.

Gosto bastante de Call of Duty, e minha crítica não é à Activision, ou à Infinity Ward. Minha crítica é aos estúdios e publishers que ao “copiar” e insistir na “cópia” acabaram por acostumar o consumidor com um padrão de mecânica, que acabou por limitar a inovação no gênero. E o mesmo parece estar começando a acontecer com os Hack’n Slash.

É triste ver pessoas falando: “Como seria um Metal Gear Solid se ele fosse ocidental?”. Apesar de não ser fã da série, sei que isso não faria de Metal Gear Solid um jogo melhor. Afinal, o maior trunfo desse jogo é a sua personalidade única.

Metal Gear Solid - The Box
O mesmo me entristece em Final Fantasy, vejo a série indo para um caminho que não gostaria que fosse, apenas para tentar agradar a um público mais amplo.

É a famosa síndrome das publishers de não saber o que faz de determinado jogo um bom jogo.

As mentes da indústria ocidental estão diluídas em equipes gigantescas. E o mesmo começa a acontecer com a indústria oriental. Apesar de entender o porque dessa mudança ser necessária e lucrativa, começo a achar que perderemos muito até começarmos a ganhar.

Felizmente ainda temos pessoas com Suda51 e Tim Schafer (renascendo das cinzas triunfalmente) que prezam por essa tal personalidade que faz dos games uma mídia tão única.

Shadows of the Damned