Braid

A vida, os Jogos e tudo mais! // Braid (and Brain!)

Hoje quero falar desse belo jogo (prefiro chamar de arte) que dispensaria qualquer olhar dessa coluna, mas como é meu queridinho, e de muitos outros participantes, vou falar de Braid.

Agora que já avisei e acredito que dispense qualquer apresentação, então vamos direto ao ponto. Mas antes, vale lembrar que vou acabar parecendo um pouco o “podcast do NowLoading” sobre o jogo, mas não tem fuga. Vamos então:

Antes de tudo, devo alertar: SPOILERS FORTES!

A parte mais complicada de entender o significado é a “última” fase, o mundo 6. A idéia de parar o tempo com a aliança não significa a queda de atividades ou uma coisa ruim (na verdade, depende de quem vai ver). Como não casei, não vou poder falar muito firmemente, mas minha opinião é que o mundo gira mais lento pelas coisas que precisamos deixar para trás para tocar a vida. Ficamos pensando se vale a pena, se não dá para aproveitar um pouco mais. Acabamos tendo que focar coisas mais importantes e nós mesmos ficamos para segundo plano, afinal, tem-se casa e família para cuidar, contas a pagar e ocasiões sociais para “viver”; O mundo continua a rodar, mas possuímos muito menos tempo para refletir.

Um dos melhores puzzles.

Ao decorrer da história, temos citada uma princesa que, teoricamente, Tim está correndo o jogo atrás dela. Velha, porém sempre presente história: Somos psicológica e socialmente dependentes, precisamos de outra pessoa que nos complete e que olhe para nós como igual, não apenas como um amigo ou um conselheiro, mas como melhor amigo, conselheiro e como o amor dessa pessoa. Sei disso, porque sou como você, amiguinho que está lendo esta matéria. Quase como bêbados, temos que ter alguém para “apontar” e falar que amamos muito essa pessoa e que ela é “muuuuito nossa amiga!”. Certo que depois o bêbado cai dormindo e você, amigo trouxa que levou a figura, será obrigado a agüentar o fardo de carregar o traste para vomitar e depois levá-lo para casa. Ainda bem que nossos relacionamentos amorosos são melhores (muito! Zilhões de vezes) que isso.

A melhor coisa que Jonathan Blow (criador de Braid) conseguiu pensar foi à capacidade de você poder voltar e desfazer as cagadas. Todos desejamos isso (Oh Sim!), mas, como não podemos ver as conseqüências, levamos a pancada para aprender e depois poderemos ajudar outras pessoas nessa situação. Vou entrar numa discussão cabeça demais: Não gosto muito de dizer para a outra pessoa qual a conseqüência de tal ação, pois ela sempre vai querer “Ver para crer”. É bom ajudar os outros e saber como aconselhar, mas não tentar viver a vida da outra pessoa. Deixe os outros quebrem a cara um pouco também. Assim como eu, vai se sentir ruim por não ter feito nada antes, mas é a melhor maneira de se aprender tudo.

Como a história nos é apresentada.

Além de tudo isso, a forma como a história é contada é simplesmente fantástica para um fã de livros: Através de livros! Isso é poético demais, negadis. Conforme vamos avançando, a história passa a fazer sentido e, no fim é que tudo se encaixa. Para explicar melhor ainda, Braid significa Trança, dai porque o jogo é complicado a vera para homens. Quem de nós sabe fazer trança? dai a ideia de uma história que vai se trançando e criando a realidade desejada para que o jogador entenda um pouco mais de tudo.

Pretendia fazer mais spoilers, mas isso pode estragar o surpresa para alguns. Ele está a venda na Steam por 10 obamas, na PSN não sei quanto está (Não sei pesquisar no site) e também está disponível na Live. Não grilo de receber spoiler, pois eles só me dão mais vontade de descobrir como tudo chegou naquele estado. Como o jogo possui mais camadas para analisar, deixo em aberto aqui e, caso queiram que seja feita a analise das outras camadas de realidade de Braid, peçam nos comentários. Um abraço a todos e

“É Assim que Nosso Fusca Upa de Level!”

levelmais
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